A nossa menina Joana Vasconcelos vê leiloada amanhã a sua obra "Coração Independente Dourado" na Christie's!
(detalhe)
Esta peça, foi construída com cerca de cinco mil talheres de plástico torcidos a quente , tendo demorado cerca de 3 meses a ser realizada e assemelha-se ao tão conhecido coração de filigrana minhoto. O seu título " Coração Independente" inspira-se num fado de Amália Rodrigues - Estranha Forma de Vida: “Coração independente, / coração que não comando / vive perdido entre a gente, / teimosamente sangrando, / coração independente..."
Uma cachopa de 38 anitos, vêr a sua obra ser leiloada na Christie's, é caso para dizermos: é Obra, Joana, é Obra!!
Já agora, estreou recentemente um filme intitulado “Joana Vasconcelos Coração Independente”, um trabalho sobre a obra da artista da autoria de Joana Cunha Ferreira.
6 Sussurros:
Percebi porque tanta mala, tanta demora.
Que maravilha!!!
Lindo de morrer.
está sem dúvida de parabens.
vi esse documentário, na tv. (estranho, eu nunca vejo tv)
penso que há muita inveja, de muitos, na avaliação da obra dela. a mim parece-me excepcionalmente criativa - tecnica e conceptualmente - em muitas das suas obras.
a ver se não se perde. às vezes, acontece.
agradeço o post, porque, se já tinha visto a obra em foto, não fazia ideia da técnica envolvida. magnífico.
é sim, Lucubrina. e foi arrematado por 192.000 Eur!!!
(Joana Vasconcelos em grande!!) :)
tem razão, ssv, tem toda a razao. esta miúda tem sido desprezada e desvalorizada por elites dominantes. por isso a minha satisfação pelo sucesso do leilão. - ora tomem lá batatas!!! :)
para mim, arte é acima de tudo criatividade. o resto é técnica e material...
e esta miúda tem o fundamental: criatividade, dedicação e seriedade no seu trabalho
materiais nobres? não há... azarucho. ela é talheres de plástico, crochet, tachos e tampões :)
(e duchamp um urinol, certo?) :)
esta peça foi feita por encomenda pelo restaurante Eleven, que pediu uma peça que se «relacionasse com a nossa história, com a nossa tradição, com a ideia de luxo e ao mesmo tempo do restaurante».
ssv, está lá tudo!!
(estou mesmo contente)
a ver se não se perde, sim.
aliás, é esse mesmo ready-made duchampiano que ela reproduz com os secadores de garrafas no ccb; quero dizer, é essa a tradição vanguardística em que ela se inscreve mas lendo-a e subvertendo-a ao mesmo tempo com as peças que cria, tal como esta.
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